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Quarta-feira, 09 de Outubro de 2019, 10h:32

Acidente Ambiental

Ambientalista declara que vazamento de óleo no nordeste é o maior desastre ambiental do litoral

Redação

O ambientalista e coordenador geral do Projeto Cetáceos da Costa Branca da Universidade Estadual de Rio Grande do Norte (UERN), relatou que a atual situação do vazamento de óleo no litoral nordestino já se trata um dos maiores catástrofes que a costa brasileira já sofreu. "Sem dúvida é o maior desastre ambiental no litoral do Nordeste do Brasil", disse.

Ele e sua equipe estão envolvidos no atendimento dos animais contaminados pelo óleo de origem ainda desconhecida e identificado como petróleo cru.

As investigações sigilosas da Marinha e da Petrobras encontraram petróleo com a mesma "assinatura" do óleo da Venezuela em manchas que se espalharam até agora por pelo menos 138 pontos do litoral dos nove estados do Nordeste.
Nesta terça-feira (8) o presidente Jair Bolsonaro disse não descartar uma ação criminosa. E o Sergipe planeja usar boias para impedir que o material atinja a bacia de rios, como Vaza Barris e São Francisco. Segundo uma fonte da alta cúpula do governo, ouvida pelo jornal "O Estado de S. Paulo", trata-se do mesmo tipo de óleo extraído da Venezuela, o que corrobora rumores a esse respeito veiculados desde a semana passada.

A conclusão já foi informada ao Ibama, órgão ligado ao Ministério do Meio Ambiente. Mas não é possível dizer que todo o vazamento que atinge praias tem a mesma origem. A Marinha e a Polícia Federal analisam amostras e não deram informações oficiais.

Ainda nesta terça, o presidente Jair Bolsonaro afirmou que há a possibilidade de que o derramamento tenha sido criminoso. Ele, no entanto, ponderou que as investigações estão em curso.
A reportagem questionou a Petrobras sobre a possível presença de óleo da Venezuela nas instalações da refinaria Abreu e Lima, estrutura que, em princípio, seria construída com a parceria da estatal PDVSA. A Petrobras informou que nunca processou óleo de origem venezuelana em Abreu e Lima.

Por meio de nota, a estatal declarou que a análise realizada pela empresa em amostras de petróleo cru encontrado em praias do Nordeste "atestou, por meio da observação de moléculas específicas, que a família de compostos orgânicos do material encontrada não é compatível com a dos óleos produzidos e comercializados pela companhia". Os testes foram realizados nos laboratórios do Centro de Pesquisas realizou análises bioquímicas e chegou à conclusão de que não se trata de nenhum óleo produzido e/ou comercializado pela Petrobras", disse o presidente da Petrobras, Roberto Castello Branco, após audiência na Câmara. Segundo ele, já foram recolhidas 133 toneladas de resíduo oleoso de praias.

O "Estado" procurou a estatal PDVSA, que não se pronunciou. As investigações sobre a origem do óleo ainda não avançaram. Para David Zee, professor da Faculdade de Oceanografia da Universidade do Estado do Rio (Uerj), o vazamento de um navio constitui "uma hipótese possível". "Pela quantidade espalhada pode até ser a carga completa de um petroleiro.

"Em nota, a Marinha disse ter empenhado 1.583 mil militares, cinco navios e uma aeronave nessas operações de análise e monitoramento. A Marinha ainda classificou a ocorrência como "inédita.

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