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Segunda-feira, 03 de Setembro de 2018, 19h:28

Mato Grosso

Secretário chama operação de eleitoreira e destaca resultados do programa Caravana

Da Redação

O Documento

O secretário de Estado de Saúde Luiz Soares afirmou na manhã desta segunda-feira (3) que a Operação Catarata, deflagrada pelo Ministério Público Estadual (MPE) pode ter fundo eleitoreiro. Agentes do Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (Gaeco) de MT e de SP cumpriram mandados de busca e apreensão na Secretaria de Estado de Saúde e na empresa 20/20 (Fábio Vieira da Silva), localizada em Ribeirão Preto, interior de São Paulo.

A operação visa apurar irregularidades em um contrato para realização de cirurgias oftalmológicas feitas na “Caravana da Transformação”, um dos principais programas realizados pela gestão do governador Pedro Taques (PSDB), que busca a reeleição. “Vocês (jornalistas) sabem até mais do que eu. Faz parte da lei as investigações. O que não faz parte é aquilo que está sendo investigação não ser do conhecimento”, disse Soares na sede da Secretaria Estadual de Saúde (SES), durante o cumprimento dos mandados de busca e apreensão no local.

“É um contrato antigo, de 2016, e que rodou esse tempo todo sem nenhuma visão de denúncia. Em época de eleição, acontece todo tipo de denúncia e eu acho assim que deve ser mesmo investigado”, afirmou.

Soares também saiu em defesa dos serviços realizados feitos pela empresa 20/20 na Caravana da Transformação.  “São 70 mil pessoas que foram atendidas em todo o Estado, gente que estava com certeza perdendo visão. E essas 70 mil pessoas com certeza estão muito gratas”, acrescentou

A última Caravana da Transformação foi realizada de maio a junho na região Norte, com quase 70 mil cirurgias oftalmológicas. O custo da ação realizada por 14 vezes, saiu a quase R$ 3 milhões por edição.

De acordo com o coordenador do Núcleo de Defesa do Patrimônio Público, promotor de Justiça Mauro Zaque, o objetivo da operação é apurar “fatos graves na execução do contrato da Caravana da Transformação no tocante aos serviços de oftalmologia”. Os mandados de busca e apreensão foram deferidos pela juíza Célia Vidotti em ação cautelar proposta pelo MPMT.

A magistrada também acatou o pedido do MPE e determinou a suspensão do contrato e o pagamento de quaisquer valores à empresa responsável pelos serviços de oftalmologia. Foi decretada ainda a indisponibilidade de bens do secretário do Estado de Saúde, Luís Soares, e do proprietário da empresa. Na tarde desta segunda-feira, o Núcleo de Defesa do Patrimônio Público colherá depoimentos de pessoas envolvidas no caso.

(Com informações do O Documento).

 

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