Domingo, 24 de Março de 2019

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Sexta-feira, 08 de Março de 2019, 19h:17

DISSE O PRESIDENTE

Prejuízos com atoleiros na BR-163 no Pará que impediram tráfego de cargas de MT é incalculável

Reprodução

O presidente da Associação dos Produtores de Soja e Milho do Estado De Mato Grosso (Aprosoja ), Antônio Galvan disse, em entrevista, ao Só Notícias, que os prejuízos causados durante as duas semanas que os caminhoneiros ficaram impedidos de trafegarem na BR-163 por conta dos atoleiros em três serras – pontos mais críticos – entre Novo Progresso e Moraes Almeida, no Pará, são incalculáveis para os agricultores, empresas de logística e caminhoneiros. “É uma situação caótica. Voltou a se repetir uma coisa que achamos que não teria tantos problemas esse ano, já que o Exército e uma empresa estão na região dano assistência todo esse período. Não esperava mais esses problemas na rodovia. Isso resulta em prejuízo enorme para o produtor. Querendo ou não, primeiro foi do caminhoneiro e, depois, as empresas que estão esperando para receber o produto. Porém, quem vai acabar pagando essa conta no final é o produtor”, disse Galvan

 

Ainda de acordo com o presidente da Aprosoja, a dificuldade na trafegabilidade causou transtorno no prazo de entrega no porto de Marituba. “Esse é o grande problema. Vem o prejuízo das empresas que vão acabar pagando pelo tempo que os navios estão lá esperando para carregar a mercadoria. Não chega na estação de transbordo onde faz o embarque definitivo para exportação. Estamos constantemente cobrando essa situação. Esperamos que essa seja a última safra com enfrentamos esse problema. Temos que dar um voto de confiança para o governo que assumiu recentemente”.

 

Conforme Só Notícias já informou, ontem, o departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT)  e o Exército arrumaram alguns trechos críticos da BR-163 entre Novo Progresso e Moraes Almeida e houve a liberação do tráfego de carretas e caminhões carregados que estavam nas filas, há duas semanas, em direção ao porto de Miritituba. A liberação ocorreu 24 horas antes de o tempo estabelecido.

 

De acordo com o DNIT, o trecho que foi mais afetado pelas chuvas, próximo à Vila do Caracol, que estava em leito natural, está com os serviços de terraplenagem e drenagem realizados e de pavimentação em execução, o que elevou o nível da rodovia. Somente entre junho e outubro de 2018 já foram pavimentados mais de 33 quilômetros, e o objetivo principal da Autarquia é concluir 100% ainda em 2019.

 

Dos 707,4 quilômetros da BR-163, localizados desde a divisa com Mato Grosso até a entrada para o Porto de Miritituba, 658 quilômetros já foram pavimentados pelo DNIT. Os quase 49 quilômetros a serem asfaltados estão divididos em dois lotes de obras, sendo 3 km ao sul da Vila do Caracol e 46 km sob responsabilidade do Exército perto de Moraes Almeida.

 

Na segunda-feira começou, em Guarantã do Norte o bloqueio de carretas que estavam indo a Miritituba e Santarém. Inicialmente, o bloqueio terminaria hoje  mas foi antecipado e ontem os carreteiros seguiram viagem.

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