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Quarta-feira, 15 de Maio de 2019, 08h:29

AMEAÇA

Novas ameaças de bomba esvaziam prédios em Buenos Aires

Uma nova série de ameaças de bomba esvaziaram prédios de Buenos Aires, capital da Argentina, nesta terça-feira (14). Entre eles, parte da Câmara dos Deputados, que já havia sido alvo um dia antes.

Também receberam alertas os estúdios da emissora Telefe e um hospital. Em todo os casos, a polícia argentina descartou perigo, segundo o jornal "Clarín".

As ameaças desta terça-feira são mais um caso de uma série de episódios que intrigam a polícia argentina. Na segunda, um anexo da Câmara dos Deputados, a Casa Rosada – sede do governo –, e algumas estações de trem receberam ameaças de bomba.

Também na segunda-feira, policiais prenderam um homem que entrou armado na Casa Rosada pedindo para falar com o presidente Mauricio Macri. Aparentemente, esse caso não tem relação com as ameaças de bombas.

Segundo o jornal "Clarín", o governo da Argentina avalia criar um novo protocolo para evitar mais transtornos causados. A ministra da Segurança, Patricia Bullrich, prometeu, ainda, processar criminalmente os responsáveis pelas ameaças. 

As ameaças ocorrem meses antes das eleições presidenciais, em que Macri tentará a reeleição. A ex-presidente Cristina Kirchner lidera as pesquisas.

Assassinato de deputado
Os incidentes ocorrem dias depois da morte do deputado argentino Héctor Olivares, no domingo. Três dias antes, ele sofreu um ataque a tiros que vitimou também um funcionário do parlamentar.

Olivares e a outra vítima foram baleadas perto do Congresso, no centro de Buenos Aires. Inicialmente, o assassinato causou comoção política, mas a tensão diminuiu após virem à tona os indícios de motivação pessoal para o crime.

A ministra da Segurança, Patricia Bullrich, atribuiu o crime na sexta-feira a "um clã mafioso" e descartou motivação política.

Nesta terça-feira, a Justiça do Uruguai aceitou extraditar Juan Navarro Cádiz, argentino de 25 anos envolvido no assassinato, informaram fontes judiciais à agência France Presse.

Navarro Cádiz foi preso no Uruguai após o crime e colocado à disposição da Justiça que agiu a pedido de seu homólogo argentino.

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