Domingo, 12 de Julho de 2020

Estados
Segunda-feira, 08 de Junho de 2020, 15h:09

EM CUIABÁ E VG

Enfermeiros pedem lockdown diante de proliferação do vírus

A categoria diz ter legitimidade em fazer o pleito, já que atua na linha de frente no atendimento aos pacientes

Redação

O Sindicato dos Profissionais de Enfermagem de Mato Grosso (Sinpen) recorreu ao Ministério Público Estadual (MP) pedindo para que seja determinado lockdown em Cuiabá e Várzea Grande. Além disso, a entidade sugere a implantação de hospitais de campanha no Estado para atender os pacientes que vierem a ser contaminados pelo covid-19.

No ofício protocolado no MP o sindicato afirma que Mato Grosso está diante de um “triste quadro”, onde 45,6% das Unidades de Terapia Intensiva (UTIs) já estão ocupadas. A nota recomendatória foi encaminhada ao MP nesta segunda-feira.

No ofício protocolado no MP o sindicato afirma que Mato Grosso está diante de um “triste quadro”, onde 45,6% das UTIs já estão ocupadas

“Solicitamos que este órgão avalie a possibilidade de recomendar: 1) A decretação do lockdown pelos municípios de Cuiabá e Várzea Grande, restringindo a circulação de pessoas em locais públicos e impedindo o funcionamento de atividades não essenciais, adotando providências para o monitoramento do aumento no número de casos frente à capacidade do sistema de saúde, público e privado, para atender à demanda que se avizinha, tanto de leitos de internação e UTIS, EPIs e de pessoal para dar suporte ao combate ao COVID-19, junto às autoridades e estabelecimentos de saúde”, diz trecho o ofício.

A categoria diz ter legitimidade em fazer o pleito, já que atua na linha de frente no atendimento aos pacientes. Além disso, também demonstra o alto número de profissionais da área de enfermagem que estão sendo infectados.

“Por ser uma categoria que se encontra na linha de frente ao enfrentamento à pandemia, observamos o aumento do número de profissionais infectados, que normalmente atuam em unidades de saúde públicas e privadas, provocando a infecção comunitária do vírus e a sua propagação em massa entre os profissionais e os usuários”, escreve, em ofício enviado ao Procurador-geral do estado, José Antonio Borges.

O sindicato ainda critica a liberação das atividades econômicas em várias cidade. “E mesmo com a dramática situação que se aproxima, o município de Cuiabá e vários municípios do interior iniciaram o processo de flexibilização das atividades comerciais, mesmo com os prognósticos que apontam para a necessidade de recrudescimento das medidas de isolamento social, o que poderá provocar em pouco tempo o colapso do sistema de saúde”, assinala a nota.

Comentários










COMENTÁRIOS

Preencha o formulário e seja o primeiro a comentar esta notícia

Os comentários são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião do site. Clique aqui para denunciar um comentário.