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Quinta, 08 de dezembro de 2016, 14h29 Tamanho do texto A- | A+


ENTREVISTA DA SEMANA / Teatro

Tânia de Moares: 43 anos atuando e formando novos atores

Um curso com 90% de aulas práticas, um conteúdo puxado com 1.236 horas/aulas e com doze disciplinas

Brasil Notícia

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Divulgação

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Com 43 anos de carreira de atriz e arte educadora, Tânia de Moraes tem as portas abertas para os amantes da interpretação. Com diversos personagens em sua trajetória, muito anos dedicados ao humor, ela deixou sua marca como a inesquecível Florentina de Jesus. Seu amor pela interpretação sempre teve espaço para a Escola Técnica de Formação de Atores Tânia de Moraes (Ettam). O curso profissionalizante fica na Barra da Tijuca, na avenida Armando Lombardi 949. Confira a entrevista:

 

Brasil Notícia: Quanto tempo na carreira de atriz e quanto tempo como professora?

 

Tânia: Está praticamente junto este tempo, tanto como atriz, quanto como arte educadora. São 43 anos e desde o início surgiu a ideia do curso. 

 

Brasil Notícia: Desde o início surgiu a ideia do curso?

 

Tânia: Na década de 70, existiam poucos cursos de teatro e eu, como estudante de artes cênicas, via a necessidade das pessoas que não passavam no vestibular, mas queriam fazer o curso profissional. Naquela década, só haviam dois cursos no mercado e o Ettam é o terceiro curso nessa seleção de ensino particular. Fui convidada pela direção do Liceu de Artes e Ofícios, através da Sociedade Propagadora das Belas Artes, a implantar o curso de teatro. Haviam cursos livres, cursos para crianças, para adolescente e o curso profissional. O curso tem andado até hoje formando atores e paralelo, trabalhando como atriz.

 

Brasil Notícia: O que o curso oferece como diferencial?

 

Tânia: Um curso com 90% de aulas práticas, um conteúdo puxado com 1.236 horas/aulas e com doze disciplinas. Um curso prático com aula de interpretação para TV, cinema, teatro, improvisação, dança, canto, expressão corporal, maquiagem... É muito prático, mas tem teoria também. São 18 meses de duração com dez tempos de aula semanal. O conteúdo programático é bem preparado.

 

Brasil Notícia: Só quem quer ser ator ou atriz pode fazer o curso?

 

Tânia: Nesses anos todos, muitos alunos fizeram o curso de teatro para serem dubladores, porque tem que ser ator profissional. Tive muitos alunos que eram advogados, muita gente que trabalhava com o atendimento ao público e até professores. É um curso para combater a inibição.

 

Brasil Notícia: O que o mercado oferece de opção além das novelas e do teatro?

 

Tânia: O mercado é muito bom. Se não se seguir o trabalho da interpretação propriamente dita, você pode ser produtor. Produtor é quem faz toda captação de recursos para levantar um espetáculo. É muito gostoso e interessante preparar projetos, apresentar em empresas. Além disso, tem a dublagem, apresentador, locução, trabalho com vendas... Tem trabalhos como figurinistas, cenografia, maquiagem artísticas e caracterização.

 

Brasil Notícia: Quais os personagens mais marcantes na sua carreira de atriz?

 

Tânia: Em “Um grito parado no ar” de Gianfrancesco Guarnieri, fiz o personagem principal, Amanda. Um papel complicado, denso e um belo exercício para a carreira. Fiz “Rasga coração” de Oduvaldo Vianna Filho. Foi um dos grandes marcos do Rio de Janeiro. Fiz, recentemente, “Violetas na Janela”, com direção de Ana Rosa, um trabalho que fala do mundo espiritual e de grande ensinamento. Na televisão, fiz algumas novelas, mas meu forte foi na comédia. Trabalhei com o Bozo, com o Gugu Liberato no programa Viva a Noite, onde fiquei três anos. Quando inaugurou a TV Manchete, fui como atriz trabalhar na novela Antônio Maria, com direção de Geraldo Vietri. Dali, fui convidada para linha de humor, trabalhei com Costinha, com Zé de Vasconcelos, com Carlos Leite. Uma turma toda da época da TV Tupi. Foi uma escola que eu tive. Trabalhei no programa Aperte o Cinto, Domingo de Graça, fiz Trapalhões e por último  fui trabalhar com o Tiririca, na Vila do Tiririca, onde eu era a Florentina.

 

Brasil Notícia: Você que trabalhou com Tiririca, esperava que ele fosse entrar para política?

 

Tânia: Não esperava, ele é um artista de circo. Quando veio pro Rio se popularizou com a música Florentina, ele sempre foi muito engraçado, muito talentoso. Ninguém pensou porque se tratava de um profissional totalmente artístico e ele está lá, bacana, o pessoal gosta do trabalho que ele faz. Muito dedicado, não falta nenhum dia. Acho que nem ele esperava.

 



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