Sexta-feira, 10 de Julho de 2020

Economia
Quinta-feira, 25 de Junho de 2020, 10h:11

ATÉ ANÁLISE DE RECURSO

Comércio mantém portas abertas

Presidente da Fecomércio diz que apenas Prefeitura foi notificada e aguarda resultado da interposição do recurso junto ao Tribunal de Justiça

Valdemar Félix

O comércio continua com as portas abertas. Conforme o presidente da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Mato Grosso (Fecomércio-MT), José Wenceslau de Souza Júnior, o setor está aguardando o agravo de instrumento interposto pela Prefeitura, pois foi o Município que foi notificado quanto à decretação da quarentena coletiva obrigatória e consequentemente o fechamento do comércio.

“Nós acatamos a ordem do prefeito, então como o prefeito está questionando esse lockdown, a orientação da Fecomércio é que o comércio continue funcionando normalmente, até que venha uma ordem direta para o comércio, e a única pessoa que pode dar essa ordem direta é a Prefeitura”, pontua.

Wenceslau frisa que o comércio da Capital não agüenta mais ficar fechado, lembrando que o setor está a 80 dias de portas fechadas e não tem recurso financeiro para bancar a folha de pagamento e nem mesmo para fazer possíveis demissões ou pagar os aluguéis.

A Fecomércio está se colocando contrário ao lockdown, o comércio precisa continuar funcionando

“A Fecomércio está se colocando contrário ao lockdown, o comércio precisa continuar funcionando com todos os cuidados, com todas as prevenções, os colaboradores usando máscaras, álcool gel disponível para os clientes, obedecendo todas as normas da OMS”, afirma o presidente.

Se realmente forem obrigados a fechar as portas, a Fecomércio adianta que vai orientar para que o comércio não funcione, ressaltando que vão recorrer pelo direito de continuar trabalhando.

“Nós não vamos orientar a desordem social, em hipótese nenhuma. Mas até que saia a decisão do Tribunal de Justiça o comércio continua aberto, porque a Prefeitura não soltou nenhum decreto para fecharmos. O prefeito tem autonomia sobre a cidade”, destaca o dirigente da Fecomércio.
A arquiteta Bruna Medeiros, em contato com a redação do Notícia Max, disse acreditar que o lockdown vai sacrificar ainda mais a população, causando ainda mais desemprego e quebra de vez na economia, que já está em colapso.

“A transmissão do vírus deveria ser contida através de estratégias mais inteligentes e eficazes, como o controle das medidas de biossegurança em toda a cidade, mas permitindo a fluidez na economia”, frisa.

Ela destaca que nas ruas os estabelecimentos comerciais estão abertos, não havendo fiscalização e nem orientação de como as pessoas devem se portar para evitar o contágio.

“Então não estão tratando a causa do problema em si! Medidas drásticas como essa só agravam mais o cenário”, diz.

Bruna ainda afirma que se promover a saúde e imunidade das pessoas fosse prioridade do governo, as academias e parques estariam abertos, e os bares fechados.

“Academia promove saúde através da atividade física, sendo uma prescrição não-medicamentosa para muitas doenças como diabetes, hipertensão, obesidade e depressão. Têm protocolos de controle de acesso e higienização dos equipamentos desde antes da pandemia”, finalizou.

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