Quinta-feira, 04 de Junho de 2020

Economia
Sexta-feira, 13 de Março de 2020, 10h:14

Após críticas de Maia, Guedes promete novas medidas em até 48 horas e não descarta liberar FGTS

O ministro da Economia, Paulo Guedes, afirmou nesta sexta-feira (13) que pretende anunciar novas medidas para combater os efeitos da pandemia do coronavírus na economia brasileira em até 48 horas, e não descartou a possibilidade de novas liberações de recursos do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS).

O ministro da Economia também fez cobranças ao Congresso Nacional. "Eu gostaria que as principais lideranças políticas do Brasil reagissem também com muita velocidade, com as nossas reformas, para reforçar a sáude econômica do Brasil", declarou.

"Soltamos ontem medidas, hoje vamos soltar mais, segunda vamos soltar mais. A resposta à crise esta vindo. Eu quero atender ao pedido do presidente [da Câmara dos Deputados] Rodrigo Maia, dizendo que estamos atentos. Da mesma forma que ele pediu, que disse que gostaria que houvesse alguma coisa, alguma reação ao coronavírus, estamos reagindo em 48 horas", afirmou o ministro.

Guedes afirmou que gostaria de saber se o Legislativo vai aprovar o marco regulatório do saneamento básico, assim como a privatização da Eletrobras. "Tudo isso são recursos públicos que precisamos para retomar os investimentos. Temos uma serie de 16 projetos que podem acelerar o crescimento do Brasil", declarou.

Questionado sobre a possibilidade de novas liberações do FGTS, Guedes afirmou: "estamos examinando isso tudo". Em outro momento da entrevista, interpelado novamente sobre o tema, afirmou que o governo está "pensando em tudo". Entretanto, não deu mais detalhes sobre o assunto.

 

Mais crédito via bancos públicos

 

As declarações de Paulo Guedes aconteceram antes de reunião com os presidentes do Banco do Brasil, Rubem Novaes, e da Caixa Econômica Federal, Pedro Guimarães.

O ministro da Economia lembrou que entraram em vigor, em março, a liberação de R$ 135 bilhões em liberação de depósitos compulsórios (recursos que são mantidos no Banco Central e os bancos não podem utilizá-los para fazer empréstimos) ao mercado financeiro.

Pedro Guimarães, da Caixa Econômica Federal, afirmou que a instituição pode aumentar a oferta de crédito em R$ 75 bilhões, por meio de três linhas: compra de carteira de pequenos e médios bancos (R$ 30 bilhões), capital de giro ao setor imobiliário, e a pequenas e médias empresas (mais R$ 40 bilhões) e outros R$ 5 bilhões para o crédito agrícola.

"A Caixa tem amplo espaço para emprestar. Os R$ 75 bilhões são apenas 10% da nossa carteira de crédito e nós faremos isso matematicamente. Estamos tranquilos e preparados", declarou Guimarães.

Comentários










COMENTÁRIOS

Preencha o formulário e seja o primeiro a comentar esta notícia

Os comentários são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião do site. Clique aqui para denunciar um comentário.