Quarta-feira, 21 de Novembro de 2018

Cultura
Terça-feira, 04 de Setembro de 2018, 17h:09

Tragedia

Cientistas analisam ossos encontrados nos escombros do Museu Nacional

Tomaz Silva/Agência Brasil

Ossos encontrados no trabalho de rescaldo do incêndio no Museu Nacional, no Rio de Janeiro, estão sob análise de pesquisadores da instituição. Os cientistas conferem a possibilidade de o crânio ser de Luzia, o mais antigo fóssil humano encontrado no continente americano.

O prédio principal do Museu Nacional foi destruído por um incêndio que começou na noite de domingo (2) e avançou pela madrugada de segunda-feira. Uma das peças mais importantes do acervo, de 20 milhões de itens, era o fóssil de Luzia, que estava exposto à visitação. Pesquisadores constataram que o fóssil, encontrado em Minas Gerais, tem 12 mil anos.

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Parte do acervo do Museu Nacional no Rio de Janeiro, destruído por um incêndio no último domingo - Tomaz Silva/Arquivo Agência Brasil

Segundo a vice-diretora do Museu Nacional, Cristina Serejo, foram encontrados alguns ossos em uma área próxima ao local onde Luzia ficava exposta, mas ainda não é possível concluir se os restos pertencem a ela.

Uma tela do Marechal Rondon foi encontrada chamuscada nos escombros, e os pesquisadores devem iniciar um trabalho de recuperação da obra de arte.

 Museu Nacional do Rio de Janeiro continua interditado pela Defesa Civil após ter sido destruído por um incêndio na noite do último domingo. Na foto a vice-diretora do Museu Nacional, Cristina Serejo.
Museu Nacional do Rio de Janeiro continua interditado pela Defesa Civil após ter sido destruído por um incêndio na noite do último domingo. Na foto a vice-diretora do Museu Nacional, Cristina Serejo - Tânia Rêgo/Agência Brasil

Um dos destaques do museu, a coleção egípcia reunida pela Família Real no Século XIX foi praticamente toda perdida, de acordo com a vice-diretora.

"Estamos recebendo várias ofertas de doações, e de várias instituições estrangeiras, inclusive. Vamos fazer uma campanha para receber material e reerguer o Museu Nacional com as coleções. Temos muitos contatos internacionais", disse Cristina, que contou que o museu está se articulando internamente para receber as doações. As informações são da Agência Brasil.

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