Sexta-feira, 06 de Dezembro de 2019

Corrupção
Quinta-feira, 15 de Agosto de 2019, 08h:27

Corrupção MS

Corrupção ainda continua ativa e faceira na ordem do dia

De pai para filho,entre comadres, compadres, as apadrinhagens e afilhadagens seguem sugando cofres públicos

OLHAR MS

Para vergonha da população honesta, o Brasil continua sendo visto Brasil e mundo afora como um dos países mais favoráveis à prática da corrupção envolvendo o poder publico e as empresas privadas. E, infelizmente, também para as pessoas de bem, Mato Grosso do Sul é um dos estados brasileiros mais assíduos nos noticiários que tratam do desvio de recursos e ilicitudes com o dinheiro e o patrimônio públicos em todos os poderes e segmentos de negócios.

Da limpeza de privada à construção de pontes, passando pela compra de remédios, merenda escolar, equipamentos de informática e concessão de serviços essenciais - estão presentes os protagonistas deste circo de riquezas meteóricas. São os “agentes laranjas” ou testas-de-ferro com suas firmas fantasmas constituídas da noite para o dia, os ordenadores de despesa em diversos escalões hierárquicos, os comissionados nos cargos e agrados de propinodutos,

COMBUSTÍVEL - Mato Grosso do Sul esmera-se em fornecer combustível para os veículos especializados em reportagens investigativas. São dezenas de casos e núcleos recorrentes de denúncias e escândalos, com sinecuras e redes de apadrinhamento que esparramam a corrupção nas relações entre o publico e o privado. De pai para filhos, entre casais oficiais ou extra-oficiais e parentes o nepotismo direto e cruzado tem espaço permanente.

Da mesma forma a coleção de malfeitos abriga as aposentadorias e pensões vitalícias e a orgia de contratos milionários com empresas que atuam em áreas-chave para esse tipo de garimpagem, como as de obras e de informática. As manobras para burlar as leis de transparência e manipular orçamentos desafiam e até violam as regras legalmente pré-estabelecidas, como ocorrem, por exemplo, com a entrega de serviços de publicidade oficial para domínios abençoados por laços familiares ou à sombra dos compadrios políticos e econômicos.

Os sulmatogrossenses já perderam a conta de quantas operações especiais de combate à corrupção vêm sendo feitas nos últimos anos. A cada momento explode uma “bomba” com mandados de busca, apreensão e prisão em endereços de diversas representações da vida publica e dos negócios.

O pior é que a perspectiva de saneamento ético e moral das instituições continua sendo um sonho distante, tendo em vista a rede de impunidade que resiste e se renova. Quando algum agente publico de órgão de fiscalização, controle ou repressão se atreve a cumprir seu papel e enfrentar esses esquemas, a reação vem de imediato: acaba sendo afastado, removido para outras funções ou até mesmo punido. É por isso mesmo as repartições publicas que figuram-nas páginas da corrupção recebem o tratamento jocoso e adequado de “paraísos”, lugares em que o crime é prestar contas.

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