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Cidades
Segunda-feira, 08 de Fevereiro de 2021, 16h:18

Manaus

Mortes por Covid no AM estão acima da média nacional; 90% dos leitos estão ocupados

Fonte: d24am

Divulgação

Manaus – Apesar da flexibilização do novo decreto, em nova live feita pelo Governo do Amazonas, em suas redes sociais, na manhã desta segunda-feira (8), dados apresentados pela Fundação de Vigilância em Saúde (FVS-AM) e da própria Secretaria do Estado de Saúde (SES), mostram que os hospitais públicos do Estado estão ainda com 90% de ocupação e a taxa de mortalidade é de 3,2%, acima da média nacional.

 

De acordo com o diretor-presidente interino da FVS-AM, Cristiano Fernandes, os dados são do fim de dezembro até este domingo (7), onde apontou que não saímos da fase crítica e que o Estado é quinto com o maior índice de transmissão do País, onde a cada 100 infectados poderá transmitir o vírus para outras 106 pessoas.

“Atingimos a taxa de nove mil óbitos, então a nossa taxa de mortalidade ainda é preocupante estamos com 3,2% , ou seja acima da média nacional. Isso é reflexo do estado epidemiológico em que estamos, apesar de taxa de desaceleração, nos últimos 14 dias, seja de 8%, mas temos que ter cautela com esse número”, disse.

Outra preocupação de Fernandes é a distribuição de número de óbitos no Estado. São Gabriel da Cachoeira, município com a maior população indígena do País, se destaca no número de mortes por Covid-19, além dos municípios da região metropolitana de Manaus.

Ainda segundo dados repassados pela FVS-AM, nas últimas cinco semanas do ano, o número de óbitos superaram o dobro do número de óbitos registrado em maio do ano passado. Nesta segunda onda, perfil epidemiológico continua entre pessoas de 20 a 59 anos, tendo um aumento de óbitos de 20% para 40%.

“Estes dados são de dezembro até janeiro deste ano. Esta é a faixa etária economicamente ativa e essa parcela da população precisa ficar mais atenta as medidas de prevenção. Nesta mesma faixa etária, teve um aumento de óbitos, no entanto, 60% destas mortes foram de pessoas com comorbidades, isso pesa muito para os casos críticos”, explicou.

Hospitais cheios

Mesmo com o anúncio do governador do Amazonas, Wilson Lima, da reforma do Hospital e Pronto-Socorro Platão Araújo, com abertura de 23 leitos de UTI e cinco leitos na sala vermelha, o Estado continua com mais de 90% de ocupação da rede estadual de saúde.

Dados mostrados pelo secretário de saúde, Marcellus Campelo, que em relação a casos de Covid-19, a rede pública do Estado está com 88% da capacidade de leitos clínicos ocupada. Esse número aumenta para 98%, quando de trata de leitos de UTI.

“Ainda continuamos com a rede pressionada, mas já ouve uma redução na taxa de ocupação em leitos clínicos, entretanto a UTI ainda é o nosso gargalo. Nós conseguimos melhorar a nossa taxa de oferta de leitos clínicos para a população, mas ainda não a de UTI, essa está sendo a nossa maior dificuldade”, explicou.

Ainda segundo os dados repassados pela Secretaria de Estado de Saúde (SES), os bairros com as maiores incidências de casos de Covid-19 são Centro, Santa Luzia, Distrito Industrial, São Francisco e Morro da liberdade.

 

Live feita pelo Governo do Amazonas, em suas redes sociais, manhã desta segunda-feira (8). (Foto: Reprodução / Rede Social)

O órgão também revelou os municípios mais afetados e que buscam a transferência de pacientes na capital, que são Manacapuru, Parintins, Tabatinga, Itacoatiara e Rio Preto da Eva. “Os municípios do entorno de Manaus, são os mais afetados e os municípios mais distantes, ainda não estão em situação crítica”, disse Campellus

 

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