Segunda-feira, 17 de Junho de 2019

Cidades
Sexta-feira, 31 de Maio de 2019, 11h:24

Cerca 200 militares

Militares deixam Comando-Geral para protesto em frente à Governadoria

Fonte: Campo Grande News

(Foto: Henrique Kawaminami)

Cerca 200 militares, entre policiais e bombeiros, inativos e de folga, chegaram há pouco na Governadoria. Eles saíram em passeata do Comando-Geral da Polícia Militar e, com faixas, apitos e gritos de ''reposição já'', cobram aumento salarial, melhores condições de trabalho e valorização da categoria. A intenção do protesto é abrir diálogo com o Governo do Estado.

Segundo o presidente da AOFMS (Associação dos Oficiais Militares Estaduais de Mato Grosso do Sul), Coronel Alírio Villasanti, uma das reivindicações da categoria é a reposição inflacionária dos últimos 12 meses e incorporação do abono de R$ 200 ao salário dos servidores, que por enquanto só está garantido até maio de 2020.

''É um momento de tencionamento muito forte na segurança pública em razão de vários fatores, como a não publicação da promoção dos servidores há um ano, que é direito legítimo. As condições de trabalho, deficiência estrutural e pessoal, o que sobrecarrega os policiais e os bombeiros. Isso causa consequências graves na saúde, causando depressão, síndrome do pânico e até suicídio", disse.

Conforme Villasanti, a intenção da manifestação é de que o governo abra portas para conversas. ''Queremos um diálogo franco, transparente e aberto com o governador", ressaltou.

Além da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros, policiais civis também paralisaram as atividades nesta sexta-feira. A categoria fez um protesto no início da manhã em frente à Depac (Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário) do Centro. Eles reivindicam melhores condições de trabalho, incorporação do abono de R$ 200 ao salário dos servidores, além de das publicação da promoção funcional, que está parada há um ano.

Nesta sexta-feira (31), o prédio da Governadoria, na Avenida do Poeta, no parque dos Poderes, amanheceu cercada com grades de ferro. Segundo o Governo do Estado, nenhum esquema especial de segurança foi montado. Apenas estrutura de grades protege a entrada da Governadoria para não interferir no direito de ir e vir dos servidores.

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