Câmeras ajudam a evitar fraudes com cartões de gratuidade de ônibus em Salvador

Reprodução/ilustrativa/Redes Sociais

O uso indevido de cartões de gratuidade nos ônibus coletivos de Salvador e os prejuízos aos cofres públicos fizeram com que o sistema de transporte adotasse uma nova ferramenta antifraude. A partir da instalação, as pessoas que têm direito ao cartão – meia passagem para estudantes e gratuidade para idosos – podem ter o benefício suspenso por até 180 dias, caso o utilizem de forma irregular, sobretudo transferindo a terceiros, como empréstimo ou doação.

Ao todo, 2,4 mil ônibus coletivos da capital baiana já contam com o novo equipamento, que realiza biometria facial dos passageiros, por meio de microcâmeras instaladas ao lado das maquinetas onde o cartão é utilizado. O número de veículos com o sistema é equivalente a 92% da frota. Com isso, assim que o usuário registra a entrada no ônibus, antes de passar pela catraca, o sistema verifica se ele é o titular do cartão. Isso é possível porque a câmera instalada compara a imagem captada com um banco de dados do sistema responsável pela bilhetagem eletrônica de Salvador.

Caso o sistema constate o uso indevido do bilhete, o titular tem a suspensão preventiva do benefício por 180 dias, sendo notificado a apresentar defesa, no prazo de até 10 dias, a uma comissão criada, exclusivamente, para identificar fraudes no sistema chamado SalvadorCard. Desde a instalação do novo serviço, 200 usuários já tiveram o benefício suspenso.

Segundo a prefeitura de Salvador, somente no mês de junho deste ano, 30 milhões de pessoas utilizaram ônibus na capital baiana. Do total, 24% realizaram as viagens utilizando o bilhete eletrônico de forma indevida. De acordo com o órgão, o mau uso do benefício causa um prejuízo mensal de R$ 4,2 milhões. Em anos anteriores, o prejuízo apresentou aumento contínuo, o que gerou a necessidade da criação do novo sistema e da comissão de fiscalização. Somente em 2015, o uso indevido dos bilhetes eletrônicos causou prejuízo de R$ 50 milhões. Em 2016, o prejuízo chegou a R$ 70 milhões. As informações são da Agência Brasil/Central de conteúdo.

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