Ataque a tiros contra eleitores de plebiscito mata uma mulher na Venezuela

Segundo Ministério Público, homens em uma moto atiraram contra os opositores no bairro de Catia e deixaram também três feridos; plebiscito não oficial desafia Nicolás Maduro

Foto: EFE/Nathalie Sayago

Resultado de imagem para estadão conteúdo logoCARACAS – Uma mulher morreu e outras três pessoas ficaram feridas neste domingo, 16, quando homens em uma moto dispararam contra opositores que votavam na zona oeste da capital, Caracas, em um plebiscito simbólico contra a Assembleia Constituinte convocada pelo presidente Nicolás Maduro.

Venezuela - Plebiscito
Duas mulheres atingidas pelos disparos no Bairro de Catia, em Caracas   Foto: EFE/Nathalie Sayago

A informação foi divulgada pelo Ministério Público. “Estamos investigando a morte de Xiomara Escot e três feridos” no populoso bairro de Catia, segundo informou um boletim do MP. Vídeos compartilhados em perfis no Twitter mostram o que seria o momento do ataque.

 

A oposição de Venezuela realizou neste domingo, 16, um referendo não-oficial para pressionar Maduro enquanto ele procura aumentar sua força no legislativo. Venezuelanos residentes em outros países também aderiram ao plebiscito e os organizadores afirmaram que a participação foi maior que o esperado.

O plebiscito perguntava, entre outras questões, se os cidadãos eram a favor de Maduro aprovar uma Assembleia Constituinte em duas semanas. Pela medida, adversários dizem que ele estaria consolidando uma ditadura.

Venezuela
Lista de venezuelanos esperando para votar no plebiscito não-oficial realizado pela oposição.  Foto: Mariana Bazo/Reuters

A pesquisa simbólica, que também questionou os eleitores se eles querem eleições antecipadas, busca diminuir ainda mais a legitimidade de Maduro. O governo, em campanha para a eleição dos 545 constituintes, acredita que a votação é a única saída para a convulsão política e social.

Imagens de TV mostraram longas filas formadas no início das assembleias de voto improvisadas em teatros e outros locais de votação.

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Manifestações contra o presidente Nicolás Maduro ocorreram no Brasil em cidades como São Paulo, Rio de Janeiro e Brasília. Na foto, protesto no Parque Sarah Kubitschek, na capital do País. 

O presidente da Assembleia Nacional da Venezuela, o opositor Julio Borges, disse que a votação foi histórica. “É um processo feito somente pelos cidadãos, sem a intervenção do governo. Os 2.030 locais de votação funcionaram com êxito”, disse ao canal institucional Capitolio TV. / REUTERS e AFP

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