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Quarta-feira, 21 de Outubro de 2020, 15h:35

OTACILIO PERON

VLT - Uma solução viável

Capital não retrata Estado tão rico, até porque riqueza está no interior

OTACILIO PERON

Um jornal de grande circulação no nosso Estado, traz em relevo a seguinte manchete: “MT se destaca no “ranking” da riqueza”.

 

Mas quem desembarca no aeroporto Marechal Rondon com destino à Cuiabá, ao passar pela Avenida da FEB, e “Prainha”, com certeza indagará: mas cadê a riqueza deste Estado?

 

É exatamente isso que todos os visitantes indagam, ao ver as obras do VLT inacabadas e a mobilidade urbana de nossa capital em estado caótico, com ruas esburacadas e calçadas sem padronização e muitas delas tomadas pelo mato.

 

Realmente a capital não retrata um Estado tão rico, até porque a riqueza está no interior, mas Cuiabá é a capital.

 

Estamos prestes a eleger os prefeitos de Várzea Grande e Cuiabá, todavia, não vemos qualquer proposta que defenda a melhoria da mobilidade urbana, com a conclusão do VLT, que apesar de ser responsabilidade do Estado, é de grande interesse dos dois municípios, ou melhor, dos munícipes.

 

Observa-se que todos aqueles que são contra a conclusão do VLT, tem como alegação o alto custo da passagem em decorrência do elevado consumo de energia elétrica.

 

Pois bem. Desde o início da opção por este modal, a ideia do Governo de então, era doar o VLT pronto aos municípios de Cuiabá e Várzea Grande, como contribuição do Estado, na modernização da mobilidade urbana desses  municípios, cabendo a eles a sua exploração.

 

Vejo que fala-se em precisar investir mais de R$ 700.000.000,00 (setecentos milhões de reais), para a conclusão do VLT. No entanto, não vejo ninguém procurar uma fórmula para baratear o preço da passagem.

 

Para um Estado tão rico, se acrescentar mais R$ 100.000.000,00 (cem milhões de reais) no custo do VLT, poderá construir uma usina de energia solar e armazená-la junto à Energisa, para posterior consumo, e doar o VLT pronto, aos dois municípios, como forma de investimento na modernização da mobilidade urbana.

 

É o mínimo que estes dois municípios merecem, e assim, poderão terceirizar a administração do VLT, pois tornar-se-á comercialmente atraente, uma vez que o custo da passagem terá um preço módico, até menor que a passagem atual dos ônibus.

 

E para não continuar tendo a resistência das atuais empresas que exploram o transporte urbano, dariam a elas a preferência na exploração do VLT.

 

Eis aí uma simples ideia, de quem se sente incomodado com tanto descaso por parte dos poderes públicos, na conclusão do tão esperado VLT, causando intermináveis prejuízos aos comerciantes que se encontram instalados ao longo das avenidas das inacabadas obras, que envergonham a todos nós.

 

Cadê o MP, que não cobra responsabilidades.

 

Otacilio Peron é advogado em Cuiabá/MT.

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