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Terça-feira, 07 de Agosto de 2018, 20h:52

Cláudio Cordeiro

Resgatando o interesse do eleitor

Cláudio Cordeiro

Brasil tem 147,3 milhões de eleitores aptos a votar nas Eleições 2018, de acordo com dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), distribuídos pelos 5.570 municípios do país. Uma coisa é bastante certa: centenas, dezenas, milhares deles estão descontentes com a política e não querem nem ouvir falar desse tema.

São diversos motivos que fizeram com que o eleitor brasileiro pegasse um verdadeiro 'ranço' da política. E quando me refiro a diversos motivos não estou sendo exagerado. Mas, essa falta de participação pode trazer sérios problemas no futuro. As eleições será muito discutida na Internet como já venho falando nos artigos anteriores. Um trabalho estratégico de marketing político pode mudar essa perspectiva do cidadão desinteressado na política. Como?

O marketing político deve ser usado de forma responsável e elaborada para educar os eleitores e aproximá-los da vida política. É importante para o pré-candidato, candidato ou até mesmo quem já ocupa um cargo eletivo, trazer à tona discussões e debates que sejam relevantes e de interesse coletivo.

Saber opinar sobre questões políticas, econômicas ou sociais, interagir com o seu público é peça fundamental para manter um vínculo. E é claro, estar aberto para receber críticas e sugestões. Não tem segredo. É como uma conversa entre dois amigos. O que mude é que terão dezenas de pessoas te observando. Brincadeiras à parte.

A mudança acontece quando abrimos brecha para discussões. Certo é que o Brasil perdeu sua credibilidade e a economia desacelerou com a alta da inflação. A maioria dos brasileiros se sentem mal representados pelos políticos. A sociedade está atrás de um governo representativo, que trabalhe com eficiência o dinheiro dos impostos e que ofereça serviços de qualidade em Saúde, Educação, investimentos em Infraestrutura e Segurança. São sobre esses assuntos que a população quer ver o político discutindo também nas suas redes sociais.

Com o avanço da tecnologia e popularização de conteúdo nas redes sociais, a propaganda política ganhou força através da Internet. Ela agora, nesse período estará presente no grupo de WhatsApp que o eleitor participa, no Feed de Notícias do Facebook, em qualquer outro site ele verá um conteúdo relacionado sobre política. Não tem como correr. Para que ele possa despertar interesse por um plano de ação, o político precisa falar, comentar, compartilhar, ser atuante e comunicativo.

Uma das coisas mais importantes para um político é a criação da sua marca. Ele precisa se aproximar das pessoas e criar um sentimento de comunhão entre elas. Utilizando a produção de um material de qualidade. Um agente público consegue atingir pelo menos três grandes objetivos na sua estratégia: a educação do seu eleitorado, a propagação da sua imagem e aumento do seu alcance e a condução de eleitores para a comunidade criada ao redor daquele mandato.

Assim, o marketing político se mostra extremamente importante não apenas para se comunicar com aqueles que já são eleitores, mas também para fortalecer a imagem de quem ocupa um cargo público ou visa um pleito eleitoral. O conteúdo e a segmentação no marketing são preponderantes para o engajamento e o fortalecimento de sua imagem.

 

Cláudio Cordeiro – Publicitário, Advogado, Consultor Politico ABCOP, Membro ALAP, Diretor da FENAPRO e da Agência Gonçalves Cordeiro Comunicação Multiplataforma

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