Domingo, 24 de Março de 2019

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Quinta-feira, 14 de Março de 2019, 11h:16

WILSON CARLOS FUÁH

Estabelecer limites aos filhos

Os pais depois de pesquisar livros e mais livros, teses e antíteses, chegam a conclusão que não tem como decidir qual o melhor sistema a ser aplicado na educação dos filhos: a liberdade total ou estabelecer os limites.

 

Hoje os ensinamentos de pais para filhos são atropelados pelo excesso de liberdade, a vontade dos filhos acaba virando lei dentro dos lares, entre os componentes das famílias não existe mais o estabelecimento de limites.

 

Alguns filhos são seres sem comando e sem metas, vão aprendendo ao contrário, os pais fornecem a abundância de desfrutes e as obrigações são adiadas, o respeito e sentimento de gratidão não fazem parte da existência do menores, com isso a família virou uma fábrica de monstrinhos delinquentes e sem responsabilidade, avesso ao trabalho, pois a facilidade de obter tudo facilmente, fará da sua existência um fracasso diante dos obstáculos que a vida impõe a todos nós, saber lidar com a dureza da vida começa desde o parto, (muitas vezes cesarianos, facilitando a seres vir ao mundo sem fazer força).

 

Os pais bonzinhos esquecem que a sobrevivência do ser humano está necessariamente relacionado com crescimento interior de cada um, desde cedo os filhos não devem receber o excesso de proteção, porque senão eles começarão a se desfazer do embate do dia-a-dia, a nossa sobrevivência é muito mais difícil na selva de pedra.

 

O dever dos pais é estimular e orientar os filhos desde cedo a ter reflexões sobre a sua sobrevivência, decisões mais rápidas e procedimentos eficazes, cada passo na nossa evolução é constituído de responsabilidade, e a cada filho deve direcionar de uma forma precedida de obrigações, que fatalmente será cobrada com as metas a serem alcançadas, que são princípios que tornarão cada filho um empreendedor, pois ser empreendedor é concluir tarefas com sucesso e o retorno será a produção de serviços de qualidade para si e preparando para enfrentar a sobrevivência pela vida a fora.

 

O que é empreender, é saber segurar com as mãos o que a vida oferece, desde cedo como a primeira lição estão às realizações das tarefas escolares e as tarefas domésticas que podem ser ensinadas aos filhos em forma de obrigação e de organização do meio em que vive, a partir do seu quarto. A cobrança de responsabilidade e repetição das lições às vezes trazem dores que são necessárias para a nossa aprendizagem, pois sabendo lidar desde cedo com a perda ou êxito, teremos condições de enfrentar as situações que o dia-a-dia nos impõe.

Wilson Carlos Fuáh

Durante a nossa vida enfrentaremos ataques, derrotas, insultos, perdas e às vezes vitórias e conquistas, que não vêm fácil, e por vezes levaremos anos em busca de um horizonte. E aí quando tropeçarmos, devemos saber levantar imediatamente, ter a lucidez de buscar novos caminhos, mesmo tendo a incompreensão de muitos, sabendo lutar pelos nossos ideais e tendo sempre os nossos valores como lições recebidas desde infância, pois desde cedo já apreendemos a não depender de ninguém.

 

No dia-a-dia das lições repetitivas os filhos recebem uma herança cultural cheia de princípios da família, que são distribuídas em forma de exemplos dentro do próprio lar, os filhos são seres representativos dos país, pense naquele ditado: “tal pai, tal filho”. Ao entendermos que por mais difícil que seja uma situação, sempre existem dois lados: o de desistir e o de persistir. E ser flexível não significa ser fraco. Uma forma fácil de acreditar que podemos sempre vencer, é olhar o passado e ver quantas vitórias foram conquistadas pelos nos pais. E, principalmente relembrar a nossa história e saber que muitos problemas foram resolvidos, quando nem nós mesmos acreditávamos que existia uma saída. As dificuldades na vida é como passar por um túnel, por mais que demore, SEMPRE existirá uma saída.

 

A pior luta, é quando lutamos contra nós ou contra nossa família, porque só existirá um ferido emocionalmente: nós mesmos. Filhos que não têm uma boa formação sempre aplicarão a “autosabotagem”, que é desistir de lutar pelas conquistas, e fazendo com que os pais pensem que fracassaram na formação do filho.

 

A falta de limite e o excesso de proteção poderão fazer dos seus filhos os eternos desistentes da felicidade.

 

Economista Wilson Carlos Fuáh – É Especialista em Recursos Humanos e Relações Sociais e Políticas.

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