Domingo, 12 de Julho de 2020

Agronegócio
Terça-feira, 30 de Junho de 2020, 15h:39

EFEITO COVID-19

Setor de máquinas tem queda de 14% no faturamento

Resultado foi pior para o mês de maio dos últimos cinco anos

Reprodução

Os fabricantes de máquinas e equipamentos tiveram queda de cerca de 14% no faturamento em maio. A queda no faturamento pelo segundo mês consecutivo refletiu os desdobramentos da crise pandêmica numa economia já enfraquecida.

De acordo com o comunicado divulgado pela Abimaq, a recuperação das receitas do setor observada no primeiro trimestre foi revertida em abril com a queda de 25,5%, que rebaixou o faturamento para R$ 7,9 bilhões. Já em maio, houve aumento do faturamento em termos absolutos (R$ 9,5 bilhões), mas queda de 13,7% comparado ao mesmo mês do ano anterior. Esse foi o pior resultado para o mês de maio dos últimos cinco anos.

No mercado doméstico, as receitas retraíram 14,3% em maio, queda menos brusca do que a observada em abril (-26,2%). Todavia, no somatório do ano, as receitas internas encolheram 7,4% frente a 2019.

Com isso, a receita total do setor registrou R$ 46,3 bilhões no acumulado janeiro-maio, uma retração de 7,7% no ano.

As receitas de exportação do setor de máquinas e equipamentos não responderam à altura do câmbio desvalorizado. Mesmo antes da pandemia, as exportações do setor já apresentavam sucessivas retrações desde novembro de 2019 em razão da desaceleração do mercado internacional.

Com a pandemia, a situação das exportações de máquinas piorou consideravelmente. Com mercados fechados e restrições à entrada de produtos estrangeiros, a decisão de investimento dos clientes externos também foi adiada. Em maio, as exportações do setor atingiram US$ 516 milhões, recuo de 34,7% na comparação com o mesmo mês do ano anterior. No acumulado do ano, as receitas de exportação já contabilizam queda de 23,6%.

No acumulado do ano, a queda das exportações foi observada de forma intensa e generalizada nos segmentos fabricantes de máquinas e equipamentos. O quadro de encolhimento do PIB mundial, sinaliza uma possível lentidão no fluxo de comércio entre países pós-pandemia. Somado ao sentimento de protecionismo e reconstrução das industriais locais, a perspectiva é de esmorecimento da compra de bens de alto valor agregado por países desenvolvidos.

Ainda que o faturamento do mercado interno tenha caído 7,4% no acumulado do ano, o consumo aparente (total de máquinas e equipamentos absorvidos) cresceu 12,2% em 2020.

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