Terça-feira, 20 de Outubro de 2020

Agronegócio
Segunda-feira, 28 de Setembro de 2020, 15h:26

RECORDE

Previsto novo recorde de consumo de soja para 2021

Brasil deve perder competitividade neste fim de ano para soja americana

Agrolink

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O diretor da Agroconsult André Pessôa confirmou a expectativa de que o ano de 2021 deve ser de alta no consumo da soja brasileira, podendo atingir novo recorde, alcançando pela primeira vez a casa de 100 milhões de toneladas. Sua afirmação ocorreu durante a quinta edição do Circuito Aprosoja/MS, realizado pela Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso do Sul, que neste ano, ocorreu de forma online.

“O ano de 2018 foi especial nas vendas, por conta da peste suína africana na China. Tivemos uma queda no nível de importação, depois de 94 milhões de toneladas caímos a 83 milhões de toneladas”, explica Pessôa. A expectativa é de que levaríamos 2 a 3 anos para o mercado chinês retomar o consumo da soja, mas o que vimos é que essa recuperação se deu de forma mais acentuada. O governo chinês conseguiu reverter, inclusive com importação de animais vivos e, sobretudo, aquela suinocultura tradicional, foi substituída por uma suinocultura moderna, consumindo farelo de soja e milho, isso nos levou ao novo recorde: 98 milhões de toneladas de soja”.

Segundo o diretor da Agroconsult a China voltou ao patamar muito antes do que se esperava, estimulado inclusive pelo mercado de peixes, frango. “O Brasil vai exportar cerca de 81 milhões de toneladas, estimulando um dos estoques mais baixos do histórico. Chegando a importar soja, devido a esse movimento ‘varrendo silo’”, completa ao alertar que parte do consumo será no mercado interno.

O presidente da Aprosoja/MS, André Dobashi, confirma o avanço a demanda interna brasileira. “Teremos um aumento desse consumo em Mato Grosso do Sul. Grandes projetos em desenvolvimento, ligados à suinocultura e piscicultura estão avançando, em São Gabriel do Oeste, Rio Verde de MT, Itaporã e Selvíria, além das perspectivas de outros investimentos para consumo do milho, aquecendo a demanda”.

A taxa de câmbio para o próximo ano, de acordo com o apresentado no relatório do Banco Central, não será a menos de R$ 5 por dólar. “Isso significa que manteremos a desvalorização da moeda brasileira e teremos taxa de juros com a qual nunca convivemos. Vivendo uma situação mais favorável, com juros relativamente baixo”, afirma Pessôa.

“Vivemos preços extraordinários da soja. No Porto de Paranaguá chega a passar de R$ 140, e também prêmios, que não chegam a ser recorde, mas mesmo como arrefecimento da guerra comercial, temos um prêmio significativo, isso mostra alta demanda internacional. E esse prêmio só deve cair, quando a próxima safra começar a ser colhida”, completa o líder da Agroconsult ao completar que até o final do ano, o Brasil deve perde pouco de sua competitividade para a soja americana, que deve ser retomada em meados de janeiro de 2021.

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