Sábado, 26 de Setembro de 2020

Agronegócio
Quarta-feira, 16 de Setembro de 2020, 17h:13

PRAGA

Nuvem de gafanhoto ataca no Mato Grosso e causa prejuízos

Insetos gigantes atacaram frutas e hortaliças nas proximidades de Cuiabá

Agrolink

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Uma nuvem de gafanhotos gigantes foi avistada no Mato Grosso no final de agosto e já trouxe prejuízo ao entorno da capital, Cuiabá. Os insetos atacaram árvores frutíferas, desfolhando mangueiras, coqueiros e cajueiros, além da produção de hortaliças. Esta já seria a segunda vez que os insetos apareceram este ano. “Isso nunca havia acontecido antes. Aqui temos aqueles gafanhotos pequenos, verdes, e que ficam no mato. Esses são enormes e destroem tudo o que eles encontram”, destacou a presidente da Associação dos Moradores do Quintas do Bandeira, Josefina de Almeida. No local a predominância é da agricultura familiar.

Técnicos da Secretaria de Agricultura de Cuiabá (MT), do Instituto de Defesa Agropecuária do Estado de Mato Grosso (Indea) e a superintendência local do Ministério da Agricultura visitaram estão mapeando a praga. Eles estiveram no local atacado na semana passada.

A espécie de gafanhoto encontrada seria pelo menos três vezes maior do que a que atacou a Argentina e seria a Tropidacris collaris, um grande gafanhoto da América do Sul, também é conhecido como o gafanhoto de asas azuis, embora varie muito em cores. É comum em florestas e áreas secas da América do Sul, da Colômbia à Argentina e não tem hábitos migratórios. A nuvem que está na Argentina é da espécie schistocerca cancellata ou gafanhoto sul-americano.

Agora os órgãos trabalham em um plano de ação contra a praga. O uso de inseticidas está praticamente descartado devido aos males que poderia causar a população local e outras culturas e insetos como as abelhas. Como causa estariam as queimadas na região.

E os da Argentina?

Segundo a última informação divulgada pelo Serviço Nacional de Saúde e Qualidade Alimentar (Senasa) as nuvens seguem no país mas com menos força migratória devido às baixas temperaturas. Das 10 nuvens que surgiram, 2 já estão controladas: uma é a da fronteira entre Argentina, Brasil e Uruguai e outra no centro do país. As restantes seguem mais ao norte, na região de fronteira com o Paraguai, de onde teriam surgido.

As nuvens são consideradas sob controle e dificilmente migrarão para o Brasil pois precisam de calor e vento para tal e as condições são desfavoráveis. A Argentina também emitiu alerta para gafanhotos gigantes da mesma espécie encontrada em Mato Grosso, que pode chegar a 14 centímetros na fase adulta.

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