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Agronegócio
Quinta-feira, 26 de Março de 2020, 11h:00

Com 5 meses de chuva irregular, Sul fecha março com volume abaixo da média

Mesmo que abril seja melhor na quantidade de chuva, ainda não será o suficiente

Nos últimos sete dias, apesar da passagem de uma frente fria e da ação de ventos úmidos que sopram do mar, praticamente não houve acumulados significativos no Rio Grande do Sul. Choveu menos de 10 milímetros no norte e leste do estado, assim como no sul, norte e litoral de Santa Catarina, e cerca de 30 milímetros no oeste catarinense. A região Sul passa por um longo período de estiagem, algo que começou em novembro do ano passado.

Nesse período de quase cinco meses, os dois estados registraram um déficit hídrico de 100 a 150 milímetros. Parece pouco, mas olhando-se mais atentamente, percebe-se grande espaçamento entre as precipitações.

Toda a região termina o mês de março com acumulado inferior à média. Foram menos de 50 milímetros, quando o normal seria algo entre 100 e 200 milímetros. Além disso, foram registradas ondas de calor, com desvio da temperatura máxima variando entre 4°C e 5°C em partes dos três estados do Sul. Neste momento, o nível de água disponível no solo está inferior a 10% no extremo sul do Rio Grande do Sul e abaixo de 30% na metade sul, de forma geral.

A previsão para a semana é de chuva irregular, com acumulados que não passam dos 15 milímetros e temperaturas elevadas. Abril que começa em meados da semana será mais um mês com chuva inferior à média na Região Sul. Somente ao longo da fronteira do Rio Grande do Sul com o Uruguai, há previsão de acumulados mais próximos da média. Há projeção para formação de um bloqueio atmosférico entre a Argentina e Uruguai e, com isto, a primeira quinzena de abril será caracterizada pelo tempo seco e temperaturas muito mais elevadas que o normal entre Rio Grande do Sul e Santa Catarina.

Somente a partir de meados de abril, o bloqueio atmosférico vai se romper e as frentes frias chuvosas finalmente avançam pela região Sul. Atenção ao primeiro episódio de chuva, que deverá vir acompanhado de fortes rajadas de vento e eventual queda de granizo. A partir daí, as frentes frias regularizam a chuva, mas o acumulado previsto para a segunda quinzena de abril não será suficiente para alcançar a climatologia de todo o mês em diversas áreas.

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